Não sei se todos os freelas passam pelo mesmo problema que eu. Mas desde que mundo é mundo, meus pais acham, errôneamente, que eu tenho algum “problema” com o “ir trabalhar”, por isso escolhi ser freelancer. Ledo engano, caros parentes, não é bem assim.
A verdade é única: Pra que você vai trabalhar, 8/9hs por dia, com horário fixo, gastando almoço, passagem E ROUPA, e ganhar um salário “x”, se vc pode perfeitamente trabalhar em casa, num horário estabelecido por você, almoçando em casa e se vestindo como quiser, ganhando 3 ou 4 vezes MAIS do que o “x” de outrora? Não faz sentido! É óbvio que, monetariamente falando, vale muito mais a pena trabalhar por conta própria.
Trabalho freelancer não é coisa de vagabundo, como pensa a maioria. A gente cumpre prazos (como qualquer outro trabalhador), trabalha em cima de contrato. Se deixamos tudo pra última hora e perdemos noites de sono, é problema nosso, desde que consigamos cumprir os prazos, quem arca com o comprometimento da coisa somos nós. Se o resultado final é: clientes e desenvolvedores satisfeitos, ser freela é uma ocupação como outra qualquer, e merece o devido respeito.
O bicho só começa a pegar quando, no meu caso, você começa a sentir falta da socialização, de estar entre pessoas, sair da rotina de casa, ver o lar como um lugar pra tirar o sapato e descansar…enfim, ter uma rotina trabalhistica, como qualquer ser humano não-escravizado pelas facilidades da tecnologia.
É o que está acontecendo comigo agora, quero trabalhar fora. Quero deixar web pra home-office e cumprir horário em alguma coisa voltada a midia-impressa: revistas, jornais, gráficas…Pra isso, resolvi procurar um curso de aperfeiçoamento em produção gráfica, re-organizar meu portfolio e me lançar no mercado novamente. Mas alguém acredita em mim? Não. A única coisa que eu ouço é: “Lá vai ela fazer outro curso!”. Ok, tudo bem, eu não os culpo. Só vou me livrar desses olhares quando definitivamente começar a trabalhar cumprindo horário, como uma pessoa que mereça respeito. Por que freelancer, com certeza não merece…

