Broken

07/02/2010 às 13:22


I broke christmas

- Oi.
- Oi.
- Então, eu queria falar com você.
- Claro, pode falar.
- É que, assim, eu sei que a situação entre nós tá meio estranha, e eu sei que é por causa da parada do Natal, não posso te pedir desculpas exatamente por que estaria sendo falsa se dissesse que o que eu disse não era o que eu tava sentindo, mas posso te pedir desculpas pela forma como falei, e pelo tom agressivo da coisa. Assim… Na verdade eu queria saber o por quê desse abismo entre a gente, os SEUS motivos. Queria saber o que você tá sentindo pra saber se eu posso me explicar ou não, pra saber se é algo que realmente existe, pra que você solte isso dentro de você pois enquanto você continuar com isso guardado, esse buraco continuará a existir. E sei lá… Eu to sentindo que algumas pessoas acabaram ficando do lado de cá do abismo, sem muita escolha de permanecerem imparciais , tendo em vista que não tiveram culpa sobre o troço… Então, podemos conversar?
- (Essa parte eu não sei o que a pessoa falaria)…

Eu tenho que arrumar um tempo/jeito pra que essa conversa, especificamente, fique mais fora da minha cabeça do que dentro. Já repararam que ultimamente eu to sempre tendo que me desculpar com alguém por causa de alguma coisa? E no final das contas, pelo fato de eu sempre falar merda? Eu não sei o que me dá as vezes, eu meio que perco o controle, sinto que não tô sendo entendida e, por conta dessa mania de deixar tudo explicadinho, acabo soltando exemplos-merda das coisas. Nesse caso nem foi isso exatamente, foi mais a minha boca que parece que toma vida, e logo mais quando eu tomo consciencia acabo sempre me arrependendo de não ter ficado calada e esperado pra ver aonde a vida levaria o troço. Esse é o perfil de alguém que acha que tem controle sobre as coisas e as pessoas. E aí eu vou lá no meu caderninho de metas e incluo: “Deixar as coisas seguirem seu curso, CALAR A BOCA!, escutar os outros, dar a minha opinião e ficar na minha, sem querer manipular as atitudes das pessoas, nem convencer ninguém de porra nenhuma, falou o que queria? Pronto, ja ouviram, recolha sua insignificancia e volte a viver sua vida”. Simples. E depois de anotar essa decisão na agenda, cuidar para que eu lembre dessa formosa decisão toda vez que a lingua começar a coçar novamente.

Por que o foda nem é o fato de tentar ser perfeita, mas o fato de que algumas coisas magoam as pessoas, ouvir certas coisas, e ainda da pior forma. E no final das contas, a sinceridade estúpida, ao invés de me aproximar de quem eu gosto, afasta. E quem fica mal com isso sou eu. Se não perdoarem foda-se, bem feito pra mim. Talvez assim eu aprenda. Mas vou parar de negligenciar as coisas que eu tenho que fazer, até por que ficar carregando caquinhos de vidro no peito tá dando não.

Imagem: DeviantART



Cats: Diário de bordo

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Apaga

06/02/2010 às 15:36


Quanto mais se explica, menos se vive.
Perde-se o sentido.
Torna-se atingível.
Apaga.



Cats: Aleatórios, Dentro da minha cabeça, Diário de bordo

[1]

Pra começar certo…

11/01/2010 às 22:39


E depois de séculos, eis meu cartão de visitas…

Cartão de Visitas - Aline Sena

=]

Quando uma pessoa é perfeccionista (como eu) não tem jeito, coloca defeito em tudo. Não sou assim com as outras pessoas, mas comigo mesma eu costumo ser bem rígida. Eu venho adiado meu site, meu cartão, meu portfolio impresso desde que nasci, e o motivo é o mesmo de sempre, eles nunca estão prontos ou bons o suficiente.

No final do ano passado eu percebi algo pra vida toda. Não adianta, meu site nunca vai estar pronto, meu cartão nunca vai estar pronto e nem meu portfolio impresso. Tudo por que quando eu chego perto de um final, percebo o quão longe da perfeição eles estão. Hoje a tarde eu li algo que me chamou atenção num livro aqui na mesa da sala: “A busca da perfeição e o desejo da tranquilidade interior são conflitantes”, então resolvi levantar bandeira branca e assumir que a minha tão sonhada perfeição só será possível depois da superação de todas as imperfeições. Pra superar, elas precisam existir.

Eu tenho percebido isso em relação a direção também. Desde que resolvi tirar o carro da concessionária tenho distribuido pelo rio experiencias bem desagradaveis para quem entra no carro comigo. Empacar em ladeira, não conseguir freiar no sinal, ser parada pela polícia (Pois é… Ainda tem essa), coisas que já me fizeram, por mais de um milhão de vezes, me questionar se era realmente isso que eu queria. E sabe qual é a resposta? …Não! Eu não quero viver assim, nervosa, ansiosa, impotente… Eu já percebi que a maioria das vezes que fiz cagada no transito eu tava me cobrando demais. Geralmente, inclusive, lembrando de trechos de frases ou exemplos de pessoas que já dirigiam a mais tempo. Não dá, eu tinha que deixar a coisa simples, assumir minha velocidade de segurança e só arriscar fazer coisas inusitadas quando já me sentisse segura. Ao contrário disso, eu me cobrei. Tinha que ser boa no volante, estacionar com maestria e ter a sagacidade de piloto de rally. Erh… só pra constar, não faz nem um mês que eu peguei esse carro na loja…

Eu já percebi que, não só eu mas a maioria das pessoas, superdimensionam muito seus problemas com a idéia errada de que assim a solução virá naturalmente. A verdade é que é justamente o contrário. Quando neuroticamos muito uma coisa fica impossível sair dela depois. O segredo é manter as coisas simples, viver o agora, com a certeza de que seremos melhor depois. Confiar sabe? Até por que, ninguém diz, mas os certos de hoje foram os errados de ontem.

Eu gostaria de ver com mais frequencia as pessoas pararem de tentar se mostrar amadurecidas ou perfeitas e dar a cara a tapa assumindo suas misérias. É assim que as pessoas crescem. Será que ninguém percebe a vida de merda que a sociedade nos impõe?

As imperfeições de outrora representem o crescimento de hoje, vamos tentar não ter vergonha de expor o que somos agora?

Eu fiquei devendo o post sobre presentes de natal (tarde demais, eu sei). To devendo também algumas respostas/visitas em diversos sites. Infelizmente quando consigo colocar uma internet decente (leia-se invejável) meu computador entra em pane e resolve não ligar mais. Ultimamente estou tendo que colher as migalhas do notebook do Leo, inclusive para conseguir ler emails, e isso apenas quando a pessoa resolve dar um break e parar de programar. Pra você ver, tive que adiar trabalhos simples por que não tinha como finalizar com o pouco tempo virtual que a vida me concede.

E Deus, no alto de sua santidade, lê meu blog e sorri. Se ELE que de fato é perfeito, recebe críticas, por que EU deveria me importar?

Por do Sol Ponta Negra RJ Aline Sena Fotografia

Esse post não era pra ser tão depressivo e revoltado não, mas foi. Prometo que a partir de hoje serão poucos nesse estilo.

E pra finalizar, algumas de minhas poucas metas pra 2010 são:

- Fazer um dia de beleza toda sexta-feira (cabelos, unhas e etc): meu 2009 foi meio baranguinha;
- Beber pelo menos 2 lt de agua por dia;
- Cuidar melhor da minha alimentação: incluir mais legumes, frutas e verduras no cardápio de casa;
- Viver mais o momento presente;
- Arriscar mais, sair um pouco da minha “zona de segurança”;
- Me livrar de tudo que não serve mais (de objetos à atitudes).

Entre outras coisas das quais não lembro.

Boa semana a todos!



Cats: Design, Diário de bordo, Fotografia

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Ano Novo.

04/01/2010 às 1:04


Ponta Negra

Então, ano novo.
E eu, a mesma de sempre.

Há algumas semanas atrás minha mãe resolveu comprar um carro. A desculpa era não precisar ser mais carona e ter a liberdade e o conforto de ir e vir. A questão inusitada da história é o fato de ela não ter carteira de motorista, deixar o carro comigo e continuar sendo carona (?), porém com a tão sonhada liberdade de outrora. Na verdade, a história é um pouco mais emocionante (e antiga) do que essa. Há alguns ANOS atrás, minha mãe comprou um apartamento na região dos lagos, sempre insistindo para que fossemos passar um fim de semana lá, infelizmente isso nunca foi muito viável pelo fato de que não tínhamos carro e a Love (como qualquer outro cachorro) não pode viajar de ônibus. Já entendeu o que eu quis dizer: Carro comprado em dezembro + casa de praia em ponta negra = ano novo na praia.

A casa é linda, a verdade é que minha mãe deu um trato no lugar. A vista é maravilhosa, a água do mar uma delícia e pra finalizar tem uma sorveteria a um quarteirão da casa. Seria tudo muito perfeito se não fosse um pequeno detalhe: Os decibéis. Tem sempre uma galera surda (pra não dizer mal educada e escrota) nesses lugares em periodos de alta temporada. Dá vontade de colar um chip explosivo no carro desses palhaços pra toda vez que o surdo resolver aumentar o volume a caixa de som explodir  *BUM!*.  Mas não importa, o lado positivo da coisa dá pra conferir nas fotos a seguir. E agora que o circo foi embora podemos voltar a nossa programação normal.

Feliz 2010 a todos!

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Cats: Diário de bordo, Fotografia

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Aline Sena (Design) | Leonardo Baêta (Desenvolvimento)