A fotografia e eu

11/05/2010 às 22:22


Começar na fotografia não é tão fácil quanto parece. A maioria das pessoas acha que comprar uma câmera já garante boas fotos. Bom, eu era uma delas, mas quando você se apaixona fica difícil levar a coisa assim, de qualquer jeito. Fiz um curso básico de fotografia que me ajudou bastante, mas obviamente ainda fiquei longe de qualquer resultado próximo ao profissional. Ter uma foto que agrade um grupo de pessoas não significa exatamente estar no caminho certo, assim como em qualquer ramo, se você quer ser bom tem que investir em conhecimento (mais do que em equipamento).

O equipamento você DEVE conhecer, não seria possível imaginar um quadro, deixar vir a intuição e ao abrir os olhos não saber qual pincel usar ou qual tinta escolher. Para que você consiga ser fiel a sua intenção, você deve conhecer as ferramentas que usa, mas o grande diferencial não está na tinta, tela ou pincel mais caro, e sim na mensagem do quadro, na composição, na escolha da técnica, no sentimento que ela emana, e todas as coisas que o trabalho envolve. Essas duas verdades caminham juntas, se tentar boicotar uma em benefício de outra, o resultado dificilmente chega a ser admirado.

Essa foi uma das coisas que aprendi, e pelo fato de já estar meio que presa a uma determinada rotina, não é sempre que tenho tempo de frequentar cursos ou fazer workshops, minha solução é aproveitar as frestas e procurar ler livros, fóruns, visitar galerias (virtuais ou não) e procurar ao máximo preencher cérebro e coração com o máximo de informações que eu puder. Eu realmente ainda tenho muito a aprender, mas fico feliz quando as pessoas confiam em mim e me pedem pra documentar algo. Um show, um aniversário ou até mesmo um sentimento, como foi o caso desse casal de amigos meus, Phillipe e Elisa, que fotografei no sábado, na Urca.

Pessoas, fiquei muito feliz com o resultado, foi cansativo, mas valeu a pena! Obrigada, mais uma vez, pela confiança (e pela paciência!).

Segue abaixo algumas fotos do ensaio.

Ensaio Casal - Elisa e Phillipe

Ensaio Casal - Elisa e Phillipe

Ensaio Casal - Elisa e Phillipe

Ensaio Casal - Elisa e Phillipe

Ensaio Casal - Elisa e Phillipe

Ensaio Casal - Elisa e Phillipe

Ensaio Casal - Elisa e Phillipe

Ensaio Casal - Elisa e Phillipe

Ensaio Casal - Elisa e Phillipe

Locação: URCA
Modelos: Phillipe Morais & Elisa Steinmann
Maquiagem: Luana Ramos
Fotografia: Aline Sena



Cats: Diário de bordo, Fotografia, casais

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Welcome back!

06/05/2010 às 20:23


"Someone Left that Phone"

- Alô?… Alô, tem alguém aí? Tem alguém aí ainda?

Bom, primeiramente, boa noite a todos!

Peço sinceras desculpas pelo abandono do blog, tirando as folhas secas do chão e a poeira até que o que sobra não é tão descartável assim. Mas, o abandono faz parte do processo. Não vou vir com aquela história que tive vida offline que isso é ridículo, a maior parte das vezes que li isso em outros blogs senti o gosto amargo da hipocrisia de gente que quer dar uma de importante, quando na verdade se acha/sabe que não é bem por aí.

A verdade da minha ausência é a falta de assunto. E o cansaço de achar que tudo tava indo pro lado depressivo da coisa, o que não é verdade, reflexivo cairia bem melhor.

Quais as novas?

Bom, eu queria um Iphone. Também não vou entrar naquela de que não comprei por que hoje em dia qualquer empregada tem por que não foi isso, e também por que esse discurso já me cansou, é a desculpa que todo mundo gosta de dar. Meus motivos foram mais mundanos: 1) bateria fraca, 2) olho da cara. Olho da cara pela única coisa que sinceramente me chamava atenção que eram os apps de fotografia. Tendo em vista que pagar 1500 reais a mais de um celular normal com foto pra ter aplicativo foi soberbo demais pro meu balanço do mês (nada contra quem tenha, se sobrasse, também compraria). Mas, meu telefone tava cada vez mais me deixando na mão, pra carregar era preciso rezar o terço inteiro e três rezas fortes contra mau contato, funcionava quando queria, quando não queria entrava em “emergência” e pra fechar o assunto, o botão power saiu (sim, saiu, pulou fora). Fora o pau que deu no visor (do nada entrava uma escala cmyk na tela), os vídeos que não rodavam mais, as músicas que eram interrompidas pelo mau contato do fone, enfim, cansou, ou melhor, cansei. Cheguei a procurar no mercado livre um sobrevivente Nokia 1100 que me atendia bem a beça, e me deixava atender as pessoas também, mas por sorte não achei. Comprei um 5530 e tô feliz da vida. A câmera não me causou grandes emoções mas no geral o celular é apaixonante, e a liberdade cibernética é tanta que dá vontade de checar mensagem toda hora. Wi-fi, 3.2MP, aplicativos fofos da Nokia, peço mais nada esse ano não (não prometo!).

É, mas nem só de consumismo se alimenta esse blog. Quem frequenta sabe que não me enquadro nessa moldurinha patty (embora tenha leves tropeços, nada preocupante). Passei boa parte do meu tempo estudando fotografia, colocando a mão na massa e atualizando meu site. Tava mais que na hora. E tô tão feliz com ele que, assim como o celular, também “acesso” toda hora! Não tá exatamente atualizado, tenho que colocar informações de serviços, fotos de produtos e etc., mas nada mais brasileiro que anunciar algo incompleto, e eu não nego a raça. A FIFA é que sabe.

Dá uma olhada no site, qualquer crítica será sempre bem-vinda, desde que construtiva, claro.

Imagem do Site - Apresentação

Imagem do Site - Apresentação

Imagem do Site - Contato

Imagem Inicial (Telefone): Sion Fullana



Cats: Aleatórios, Design, Diário de bordo

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Pra começar certo…

11/01/2010 às 22:39


E depois de séculos, eis meu cartão de visitas…

Cartão de Visitas - Aline Sena

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Quando uma pessoa é perfeccionista (como eu) não tem jeito, coloca defeito em tudo. Não sou assim com as outras pessoas, mas comigo mesma eu costumo ser bem rígida. Eu venho adiado meu site, meu cartão, meu portfolio impresso desde que nasci, e o motivo é o mesmo de sempre, eles nunca estão prontos ou bons o suficiente.

No final do ano passado eu percebi algo pra vida toda. Não adianta, meu site nunca vai estar pronto, meu cartão nunca vai estar pronto e nem meu portfolio impresso. Tudo por que quando eu chego perto de um final, percebo o quão longe da perfeição eles estão. Hoje a tarde eu li algo que me chamou atenção num livro aqui na mesa da sala: “A busca da perfeição e o desejo da tranquilidade interior são conflitantes”, então resolvi levantar bandeira branca e assumir que a minha tão sonhada perfeição só será possível depois da superação de todas as imperfeições. Pra superar, elas precisam existir.

Eu tenho percebido isso em relação a direção também. Desde que resolvi tirar o carro da concessionária tenho distribuido pelo rio experiencias bem desagradaveis para quem entra no carro comigo. Empacar em ladeira, não conseguir freiar no sinal, ser parada pela polícia (Pois é… Ainda tem essa), coisas que já me fizeram, por mais de um milhão de vezes, me questionar se era realmente isso que eu queria. E sabe qual é a resposta? …Não! Eu não quero viver assim, nervosa, ansiosa, impotente… Eu já percebi que a maioria das vezes que fiz cagada no transito eu tava me cobrando demais. Geralmente, inclusive, lembrando de trechos de frases ou exemplos de pessoas que já dirigiam a mais tempo. Não dá, eu tinha que deixar a coisa simples, assumir minha velocidade de segurança e só arriscar fazer coisas inusitadas quando já me sentisse segura. Ao contrário disso, eu me cobrei. Tinha que ser boa no volante, estacionar com maestria e ter a sagacidade de piloto de rally. Erh… só pra constar, não faz nem um mês que eu peguei esse carro na loja…

Eu já percebi que, não só eu mas a maioria das pessoas, superdimensionam muito seus problemas com a idéia errada de que assim a solução virá naturalmente. A verdade é que é justamente o contrário. Quando neuroticamos muito uma coisa fica impossível sair dela depois. O segredo é manter as coisas simples, viver o agora, com a certeza de que seremos melhor depois. Confiar sabe? Até por que, ninguém diz, mas os certos de hoje foram os errados de ontem.

Eu gostaria de ver com mais frequencia as pessoas pararem de tentar se mostrar amadurecidas ou perfeitas e dar a cara a tapa assumindo suas misérias. É assim que as pessoas crescem. Será que ninguém percebe a vida de merda que a sociedade nos impõe?

As imperfeições de outrora representem o crescimento de hoje, vamos tentar não ter vergonha de expor o que somos agora?

Eu fiquei devendo o post sobre presentes de natal (tarde demais, eu sei). To devendo também algumas respostas/visitas em diversos sites. Infelizmente quando consigo colocar uma internet decente (leia-se invejável) meu computador entra em pane e resolve não ligar mais. Ultimamente estou tendo que colher as migalhas do notebook do Leo, inclusive para conseguir ler emails, e isso apenas quando a pessoa resolve dar um break e parar de programar. Pra você ver, tive que adiar trabalhos simples por que não tinha como finalizar com o pouco tempo virtual que a vida me concede.

E Deus, no alto de sua santidade, lê meu blog e sorri. Se ELE que de fato é perfeito, recebe críticas, por que EU deveria me importar?

Por do Sol Ponta Negra RJ Aline Sena Fotografia

Esse post não era pra ser tão depressivo e revoltado não, mas foi. Prometo que a partir de hoje serão poucos nesse estilo.

E pra finalizar, algumas de minhas poucas metas pra 2010 são:

- Fazer um dia de beleza toda sexta-feira (cabelos, unhas e etc): meu 2009 foi meio baranguinha;
- Beber pelo menos 2 lt de agua por dia;
- Cuidar melhor da minha alimentação: incluir mais legumes, frutas e verduras no cardápio de casa;
- Viver mais o momento presente;
- Arriscar mais, sair um pouco da minha “zona de segurança”;
- Me livrar de tudo que não serve mais (de objetos à atitudes).

Entre outras coisas das quais não lembro.

Boa semana a todos!



Cats: Design, Diário de bordo, Fotografia

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Ano Novo.

04/01/2010 às 1:04


Ponta Negra

Então, ano novo.
E eu, a mesma de sempre.

Há algumas semanas atrás minha mãe resolveu comprar um carro. A desculpa era não precisar ser mais carona e ter a liberdade e o conforto de ir e vir. A questão inusitada da história é o fato de ela não ter carteira de motorista, deixar o carro comigo e continuar sendo carona (?), porém com a tão sonhada liberdade de outrora. Na verdade, a história é um pouco mais emocionante (e antiga) do que essa. Há alguns ANOS atrás, minha mãe comprou um apartamento na região dos lagos, sempre insistindo para que fossemos passar um fim de semana lá, infelizmente isso nunca foi muito viável pelo fato de que não tínhamos carro e a Love (como qualquer outro cachorro) não pode viajar de ônibus. Já entendeu o que eu quis dizer: Carro comprado em dezembro + casa de praia em ponta negra = ano novo na praia.

A casa é linda, a verdade é que minha mãe deu um trato no lugar. A vista é maravilhosa, a água do mar uma delícia e pra finalizar tem uma sorveteria a um quarteirão da casa. Seria tudo muito perfeito se não fosse um pequeno detalhe: Os decibéis. Tem sempre uma galera surda (pra não dizer mal educada e escrota) nesses lugares em periodos de alta temporada. Dá vontade de colar um chip explosivo no carro desses palhaços pra toda vez que o surdo resolver aumentar o volume a caixa de som explodir  *BUM!*.  Mas não importa, o lado positivo da coisa dá pra conferir nas fotos a seguir. E agora que o circo foi embora podemos voltar a nossa programação normal.

Feliz 2010 a todos!

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Cats: Diário de bordo, Fotografia

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Aline Sena (Design) | Leonardo Baêta (Desenvolvimento)